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Mostrando postagens de novembro, 2017

Matéria de abertura - P.I Refugiados

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Nosso lema é "Dar voz para o povo que não a possui" Texto: João Vitor e Victor Miceli Entrevista: Darques Junior e Henrique Pierri Nos últimos anos, após recorrentes casos de conflitos e guerras em países do Oriente médio e África, ficou perceptível a quantidade de pessoas as quais tiveram de fugir de alguma forma do horror e caos dos conflitos, com isso, a quantidade de estrangeiros refugiados no país teve um crescimento muito perceptível, não só pelas pesquisas ou reportagens sobre o assunto nos grandes meios de mídia, mas também perceptível no nosso dia-a-dia, nas praças, ruas, metrôs ou ônibus, fica claro que hoje, essa parcela que teoricamente é pequena, pode ter um impacto não só econômico, mas também social em nossas vidas(No Brasil, de acordo com os dados do Conare, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2016 houve aumento de 12% no número total de refugiados reconhecidos no país. Até o final de 2016, o Brasil reconheceu um total de 9.552 refugiado...

Entrevista Marcelo Medeiros 19/11/2017

Entrevistado: Marcelo Medeiros Profissão: Professor e Presidente da ONG (Adus) Formação: Direito na USP Trabalho: USP 1 – O Brasil é um destino muito requisitado? Por quê? "Não. Se você vir o quanto de refugiados no Brasil, estamos falando de pouco mais de 10 mil pessoas, sendo que a pedida de refugio chega a 30 mil. Para um país do tamanho do nosso é pouca gente. A lógica da imigração é ir para países que são fronteiras, que são mais acessíveis como: América do Norte, Europa, entre outros. Vão encontrar uma estrutura melhor e maior quando chegarem; o Brasil acaba ficando em segundo plano, as pessoas vem para o Brasil caso não consigam entrar na América do Norte e na Europa. Uma coisa que precisamos entender é que o fluxo imigratório quase sempre é no Norte. Hoje em dia você consegue ter o Sul como forte "acolhedor". Dentro dos países da América do Sul, o Brasil é o mais requisitado, devido ter uma forte economia (a sétima do mundo), o que não é pouca coisa...

3 - Perfil - Abdulbased Jarour

 Abdulbased Jarour, vice-presidente da ONG (África do Coração) “Primeiramente eu vim de uma família de cinco irmãs e um irmão, ou seja, sete filhos. La na Síria a cultura é totalmente diferente da cultura brasileira. Mas acredito que a infância de toda criança é parecida e eu desde pequeno, seja no jardim de infância ou escola, sempre tive um espirito de liderar. Outra diferença na vida da criança é a educação dos pais. É o principal e que a gente vai usar como um sistema na vida. Se você não tem a educação dada pelos pais e dentro de casa, vais ser muito complicado do a sua vida dentro". "Eu nasci em 1 de março de 1990, em Alepo a cidade mais antiga do mundo, estuda administração, minha família tem uma empresa de construtora, tinha uma vida boa. Alepo igual a São Paulo no Brasil, cidade financeira". "Minha vida era tranquila, estudava, trabalha na minha empresa que vende Notebooks, Celulares e Acessórios. Ai em 2010 eu fui obrigado a servir no exercito...

2 - Perfil - Jean Katumba Mulondayi

 O Sonhador vem de longe ! "Minha infância foi boa. Nasci em uma boa família, muito inteligente, uma ótima cultura, muita religiosa e que acredita em Deus e tinham uma estrutura boa, que era de me formar na escola, faculdade e seguir os conselhos dos meu pais. Saber respeitar o ser humano, saber respeitar a diversidade, e por causa de vários conflitos políticos em meus país me colocaram para fora, e agora estou aqui no Brasil, militando, lutando por uma causa nobre, uma causa de lutar contra o preconceito e de mostra que as pessoas tem que acreditar nas diversidades, porque na natureza tudo é diverso" "Não houve ninguém, na verdade na vida não existe pessoas para ajudar os outros. Eu não consegui ajuda dos brasileiros nem para me dar uma mão. Eu agradeço a algumas instituições que me possibilitaram documentos, moradia, alimento, mas não são pessoas e sim entidades. Eles estavam obrigados a cumprir com o seu papel, agora pessoas, ninguém. Só Deus quer ajuda...

1 - Perfil - Luiza Pereira

 " A moça branca, que ajuda negros, o mundo pode e deve mudar" - As pessoas acham estranho ter um brasileira, loira, em uma ONG que só tem negros. - Então eu sou formada em Relações Internacionais, na federal do ABC, e mesmo fazendo em uma federal que tem um ensino mais democrático, a migração, a África, a Ásia, eles nunca são estudados da forma que deveriam ser, principalmente no meu curso que é meio elitizado. Você aprende o que os Estado Unidos querem que você aprenda e eu gostava dos assuntos que ninguém estudava e fui pesquisar. Eu entrei em 2012, foi bem na época que começou o maior fluxo de imigrantes e refugiados e comecei a estudar isso, mas nunca me aprofundei. Quando sai em 2016, eu fiz um blog sobre imigração em São Paulo e comecei a conhecer muitas organizações. A “África do Coração” foi na Câmara de Vereadores fazer uma palestra sobre mulheres, eu conheci, amei e vim até aqui e falei com o Jean (presidente), que queria trabalhar e entrei. - ...