Copa dos Refugiados



Copa dos Refugiados – 4ª Edição



Final

Nigéria 9 X 4 Marrocos

No dia 24 de setembro, ocorreu a final da Copa dos Refugiados no Pacaembu, Zona Oeste de São Paulo, com participação de cerca de 4 mil pessoas. Os vencedores levaram medalhas, troféu e bicicletas. Essa competição começou em 2014, numa realização da ONG (África do Coração).

O que é a Copa? 

A Copa dos Refugiados é uma competição que envolve pessoas em situação de refúgio e imigrantes residentes na cidade de São Paulo, assim como brasileiros, com o intuito de integrá-los e promover trocas culturais, criando uma rede de apoio.

Esse não é o primeiro título da Nigéria, que foi vencedora da primeira edição da Copa dos Refugiados em 2014. Já a seleção do Marrocos é estreante. A disputa desse ano envolveu a participação de 16 times.

Participaram da IV Copa dos Refugiados equipes de Angola, Benin, Camarões, Colômbia, Congo, Gâmbia, Gana, Guiné Bissau, Guiné Conacri, Iraque, Mali, Marrocos, Nigéria, Síria, Tanzânia e Togo.

Há alguém que apoie?
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia a Copa desde seu início, e nesse ano envolveu a iniciativa privada para promovê-la e gerar mais visibilidade sobre o tema.


Como você se sente com essa competição?

“O futebol traz para eles momentos de alegria, união e emoção. Eles estavam radiantes de ter tido a oportunidade de jogar no mesmo campo em que jogaram grandes ídolos do futebol mundial. Para nós foi emocionante tê-los fazendo parte da Virada Esportiva” disse o secretário municipal de Esportes e Lazer da Prefeitura de São Paulo, Jorge Damião.

A África do Coração é uma ONG composta por 20 nacionalidades diferentes de refugiados. A ideia dessa competição é do presidente Jean Katumba, que acredita que o futebol pode unir todos os povos.


Como eu vi a competição?

Eu, Victor Miceli, que redigi esta matéria, quero dizer como foi para eu cobrir essa Copa.
Em primeiro lugar, eu nem sabia da existência dessa competição e fico chateado com isso, até porque sou um apaixonado por futebol, mas graças a este Projeto Integrado eu pude conhecer pessoas incríveis que só querem viver a vida. Nunca vi uma torcida que cantava até em arremesso lateral. Foram 4 mil vozes juntas com um propósito; o que nós brasileiros nunca fizemos eles fizeram em quatro horas. Hoje depois de exato um mês, eu acredito que as pessoas precisam ver para crer que se a sua vida é ruim porque você não consegue comprar o celular da Apple, imagine para eles que não sabem se os seus familiares e amigos estão vivos. O futebol é a única diversão que sobrou a eles. Obrigado e reflita.


Texto: Victor Miceli
Reportagem: Victor Miceli

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